Imagine
que você decidiu criar um blog sobre esportes. Você compra um domínio
legal, contrata um programador, ou, se for o caso, programa você mesmo,
cria um design e o coloca no ar. Nos primeiros meses, você é um escritor
assíduo e consegue reunir um bom número de leitores, mas o tempo vai
passando e a sua atividade principal te toma todo o tempo. Aos poucos,
você vai deixando o blog de lado e escrevendo cada vez menos. Em alguns
meses seu site está completamente abandonado e todo tempo e dinheiro
investido nele foi por água abaixo. Aí você pensa: o que devo fazer?
Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, as pessoas têm, cada
vez mais, comercializado seus "estabelecimentos vituais". Um blog ou
site que está parado pode ser colocado à venda. O esquema é simples, o
internauta se cadastra em sites como o Flippa,
por exemplo, e descreve o que querem vender: o domínio, o site com todo
o conteúdo ou apenas a tecnologia e programação por trás da página.
Então, o dono precifica, levando em consideração alguns pontos, e
aguarda um interessado. Caso a venda seja concluída, a pessoa embolsa
uma graninha e ainda pode ver seu trabalho sendo ressuscitado por outra
pessoa.
"Um site ou blog é um ponto comercial, que as pessoas podem comprar.
Quem quer algo já em andamento com design pronto, leitores e menções no
Google, pode procurar um site pronto para comprar. Às vezes vale mais a
pena", explica, Daniel Neves, diretor do grupo da TreeMedia, empresa
responsável pela Flipit, loja brasileira de venda de sites e domínios.
O jornalista Pedro R. Doria, autor do livro "Manual para Internet",
também compartilha desse pensamento. Para ele, o espaço virtual é o
ambiente da internet. Então, se voltarmos à noção de cidade, dizemos que
o ciberespaço é o local onde os habitantes da cidade vivem. "Quando uma
empresa registra um domínio e neste domínio cria uma página onde exerce
atividade econômica, de forma profissional, para produção ou circulação
de bens e serviços, estaríamos perante um estabelecimento ou de um
ponto comercial", conclui.
No Flipit, que está no ar há pouco mais de quatro meses, as negociações
ainda são feitas gratuitamente. Ou seja, se você quer vender um site ou
domínio, é possível cadastrá-lo e vendê-lo sem pagar taxas. O acordo é
feito diretamente entre as partes interessadas. O comprador, aliás, pode
avaliar se o site à venda realmente vale a pena com a ajuda de algumas
informações disponíveis. É possível ver quantos links no Google ou Bing a
página tem, menções no Twitter ou Facebook, dados de tráfego, cópias,
enfim, dá para checar se o site em questão realmente vale o preço que
está sendo pedido e se tem projeção de faturamento.
"Assim que os brasileiros adquirirem o hábito de comercializar sites e
domínios, vamos tornar o Flipit rentável. A ideia é que no futuro a
gente ganhe comissão das vendas e tenha um sistema de pagamento dentro
do site. Também queremos colaborar para a rentabilidade, vendendo
publicidade para o site comprado", explica Neves.
E aí, o que você acha dessa modalidade de negócios que está chegando no
Brasil? Já pensou em vender seu blog, site ou domínio? Deixe sua opinião
nos comentários abaixo.

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