sexta-feira, 25 de maio de 2012

Bring your own device: que tal levar seus próprios dispositivos para o trabalho?

sexta-feira, 25 de maio de 2012 - by Nathália Barros 0

Bring Your Own Device (BYOD)
Cada vez mais, é comum ver funcionários lendo e-mails do trabalho em seus smartphones, ou acessando os sistemas das empresas a partir de seus laptops. Algumas vezes, os empregados preferem até mesmo levar seus computadores e tablets para o trabalho, ao invés de usar uma máquina da empresa. Essa tendência já tem até nome: BYOD, sigla para o termo "bring your own device" (ou "traga seu próprio dispositivo"). A ideia é que o empregado tenha liberdade para levar os próprios aparelhos para o trabalho e os utilize de maneira pessoal e personalizada, sem a necessidade de usar uma máquina custeada pela companhia.


A prática é recente, mas tem sido vista com bons olhos pelos recrutadores. De acordo com um relatório da Cisco Horizons IBSG, que contou com mais de 600 líderes dos mercados de TI e de negócios dos Estados Unidos, 95% das organizações norte-americanas já permitem que os funcionários tragam os dispositivos de sua propriedade para o local de trabalho. Além disso, 84% fornecem algum tipo de apoio técnico ou funcional, e 36% oferecem suporte completo para qualquer aparelho que o empregado traz para o ambiente profissional (smartphone, tablet, notebook etc).

"O BYOD tem duas características fundamentais", diz Ghassan Dreibi Junior, gerente de desenvolvimento de negócios de Borderless Networks da Cisco do Brasil. "A primeira está relacionada ao lado corporativo, já que havia um grande paradigma em permitir que as pessoas levassem os próprios dispositivos para o trabalho. A segunda diz respeito à questão pessoal: estamos em uma geração que deseja utilizar tudo em pouquíssimo tempo e de forma veloz, e são nos aparelhos eletrônicos portáteis que encontramos essa mudança profissional, onde tudo está mais flexível."

Essa flexibilidade se acelerou com o lançamento do iPhone 3GS, da Apple, quando um dispositivo móvel passou a ter um nível de performance maior que os até então mobile devices disponíveis no mercado, sem ignorar os dados pessoais do usuário dentro de uma empresa. A partir daí, surgiu um outro movimento no qual o bring your own device se apoia: a virtualização do desktop, que nada mais é do que fazer o uso de qualquer dispositivo ligado a um serviço na nuvem. Com isso, a cloud computing é tida como uma das ferramentas essenciais para que o BYOD funcione de forma eficaz dentro das companhias.

Para as empresas é vantajoso, principalmente no aspecto financeiro: com cada funcionário utilizando os dispositivos trazidos de casa, os únicos custos seriam apenas os de manutenção da conta de cada pessoa e não de uma base de vários desktops - isso sem contar a possbilidade de um trabalho mais dinâmico graças a mobilidade. Para os empregados, isso traz mais facilidade na hora de desempenhar suas tarefas diárias com seus aparelhos de uso pessoal e atende melhor as necessidades em nível corporativo, colaborando mais e aumentando a produtividade.

"Os profissionais se sentem mais à vontade e produtivos porque podem usar os dispositivos que preferem, e não os que estão disponíveis dentro do ambiente de trabalho. Hoje, você não precisa ter um computador em todas as mesas", explica Ghassan.

Mas você deve se perguntar: é seguro usar a minha máquina na nuvem, com boa parte dos meus dados guardados ali? A resposta é: depende da empresa. "Com uma rede na nuvem, as organizações são capazes de gerenciar quantos e quais dispositivos podem ou não acessar determinados dados; pode até haver uma área pública na cloud, mas é a companhia quem dita o que o usuário poderá usar. O segundo passo é o acesso: a melhor forma é adotar de vez um sistema de virtualização na nuvem, e não em qualquer computador. Nesse caso, os dados de segurança seriam baseados no usuário, e não no IP daquele micro, permitindo que as empresas controlem as permissões para cada um dos funcionários", diz o gerente da Cisco Brasil.

No Brasil, a tendência é que as companhias adotem cada vez mais esse método de trabalho. "O BYOD tem sido aceito aqui no País pela alta gerência de grandes corporações e, através deles, nós funcionários conseguimos nos adequar a essa ferramenta. No entanto, o mercado brasileiro ainda carece de uma infraestrutura adequada, e a solução está na mobilidade - em especial na cobertura Wi-Fi. Imagine gerenciar os semáforos com esse tipo de conexão, por exemplo. A longo prazo, isso vai melhorar nossa qualidade de vida e dar ao governo a oportunidade de renovar o país e nossa cultura. A solução está na rede, e não no dispositivo".

E para quem ainda está descrente com o bring your own device, Ghassan dá o alerta: ele só tende a crescer. "O próximo passo é permitir que as pessoas desempenhem suas funções corporativas de casa, sem se dirigir ao local em que trabalham."

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